CURTA O FLAGAIATO NO FACEBOOK!!!


  • >

    segunda-feira, 8 de agosto de 2011

    MAIS UMA RODADA, POR FAVOR!

    
    Julinha Torce Mal, Mas é Do Bem. Tem Moral No Blog

    Salve Nação líder desse brasileirão mais fácil que gol olímpico em futebol de Super Nintendo! Mengão aplicando a palmatória, imprensa paulista assustada, Gambás sem saber o que é vencer, melhor zagueiro do Brasil (kkkkk) chegando na selecinha carimbado... Rodada foi perfeita. Mais perfeita que Brahma grátis. Meu Mengão está com aquela sorte de campeão, pois mesmo não jogando bem, vence, enquanto o Corinthians faz um belo papel de cavalo paraguaio de primeira linha. Não joga, não vence, vê a gordura da carne acabar e ainda acredita num final feliz. Ô gambazada, isso aqui não é novela do Manoel Carlos e nem vocês são a Helena. No brasileirão, deu vacilo o enxofre impregna. Pergunta pro Fluminense.
    Time do Circo Garcia fez uma partida com nos tempos do clássico com o Royal e foi alisado fazendo cara de safada pelas coelhinhas mineiras. Só tapinha na popa, com direito a pênalti perdido, olé e pagações de mico. Um verdadeiro carnaval fora de época.
    Isso sem mencionar o chocolate que o time da cruz indefinida e hino errado tomou do Botinha. Aliás, vou comprar um cartão da SENA e mandar o Zagallo benzer. TNC! Cara mais barroso do Brasil! Velhinho entrou em capo, rolou a bola pro Loco, cara meteu dois tentos e ainda neutralizou o time dos vices todinho. Porém, impagável mesmo foi a caneta do menino Cortês em Mussum da Caravela. Mítica.
    E por falar em caneta, o camisa 26 do Euricoteam está montando aos poucos uma fábrica de bics onde já se ponde encontrar além da caneta supracitada, uma importada, Made in Argentina. Fecha a perna, Mussum! A culpa não foi sua, mas cara de selcinha isso fica feio.
    O Vasco foi prejudicado logo na escolha do ponta pé inicial. Se fosse pra colocar o mais gagá do estádio pra inaugurar a pelota, este deveria ser o meia Felipe. Coitado está careca, derrotado e aos 15 do primeiro tempo já botava um palmo de língua pra fora prestes a sofrer um infarto seguido de derrame fatal. Chega um momento em que não dá mais pra forçar a barra e passando disso vira mico, quando dá sorte, apenas Dercy.
    Mas digo aos galegos cujos ouvidos estão inchados e a cara enorme por ter que ouvir piada de torcedores que o ídolo maior está morto, o segundo com Parkinson e o terceiro acaba de atigir a casa dos 80, que embora a total desmoralização no alugado do mosaico azul, o jogo foi uma mentira. Botafogo não é aquilo tudo, nem o Vasco aquela merda toda. Placar moral da parada deveria ser zero a zero, mas como futebol é ingrato e o sulfato não escolhe em quem feder... Pica!
    E  recém-curtido desse fiasco do Engenhão e nesse ritmo louco que engrenamos nessa competição vamos ignorando todos quanto sonham em tirar nosso hepta mais certo do que nunca.
    A Nação rubro-negra em êxtase total e mais arrogante do que nunca, manda geral chupar e segue firme direcionando seus membros inferiores no sentido dos músculos de sentar da rapeize que torce errado, vulgo metendo o pé na bunda.
    Isso mesmo galerinha! Estamos líderes, felizes, zoando geral, nos perguntando onde estão os vices nas redes sociais e rindo muito porque no duelo dos vices, deu o vice-vice. Mas pudera, super natural, afinal um vice-vice é vice duas vezes.

    Flamengo até na Reencarnação!

    domingo, 7 de agosto de 2011

    FLAMENGAMENTE CRUEL

    Olha A Cara De Cruel Do Jael
    Salve Nação que já separa a grana da cervejada do hepta! Já cai a tarde desse domingão com cara de Flamengo, solão, calor do carai, pagode no vizinho e eu ainda me recuperando do porre que tomei durante e depois do jogo do Mengão. Cismei de fechar com minha rapeize pra assistir o estrunchador  desse Brasileiro café com leite e saí inegavelmente no embalo do palhaço.

    Também pudera. Joguinho teoricamente fácil, timeco dos caras envergonhado por olhar pro Mengão que empala Vasco por hobby enquanto eles deram vexame ante os vices-mor, liderança do brasileiro falando nosso nome e torcida dando show mais uma vez. O ambiente seria perfeito se não fosse minha constatação se valendo novamente. “Todo estado tem um Botafogo”. Coxinha veio com aquele medinho peculiar que os famintos têm quando encaram o super Mengão e dificultaram muito a bagaça, tentando assim quebrar a lógica que atuava a nosso favor. Afinal um time que é vice pro nosso vice, é na verdade nosso vice-vice. E nada mais correto e normal que deixemos tal equipe na sarjeta e com os olhos cheios d’água.
    O problema maior é que essas equipes pequenas (foi pra Série B é pequeno) se contentam em sair no jornal ao lado do Mengão e trocar camisa ao término da partida. Cara sai lá no frinfa do Judas e vem pro Rio só pra poder arrotar que viu o Flamengão de perto. Timeco vem só pra aporrinhar e conhecer a Vila Mimosa. Aí fode!
    Coxinha sabia que sair com a vitória era impossível e se contentavam em perder de pouco. Ainda bem que contratamos um camarada com cara de Flamengo, chamado Jael. Maluco entrou em campo já acertando um balaço na trave e mostrando que atacante é assim. Chuta tudo. E logo no segundo lance balançou o barbante, abriu o placar e calou os secadores de plantão que deixaram até dar um trato na mulher só pra urucubacar nosso Mengão. Jael tem tudo pra cair nas graças da torcida. E não digo isso por empolgação de líder – flamenguista nasce líder -, mas por ver no dito cujo um potencial flamengo assustador. Pede bola, se apresenta, chuta tudo, enche o saco e comemora com a nação. Mais pra quê?
    Estamos líderes, quase saindo por cima da tabela de tantos pontos, com nossos ex-rivais se ardendo de raiva e o Corinthians xingando até a sombra por ver que o time-mor do Brasil resolveu botar as maguinhas de fora e chamar pro fight. Campeonato visivelmente no very easy e com sérios riscos de baixar pro nível monkey.
    Nação tá felizona e aos nosso rivais demonstrando total detreza na arte da marcha arredia em sicronia com a excreção. Em termos mais simples, estamos cagando e andando pra essa gente sem liderança.
    Na noite de sábado, contra uma equipe do nível do time da cruz indefinida e do Botinha tentando melar nossa cervejada, mostramos superioridade, batemos em mais um e, na tabela, alcançamos o céu.
    Mengão é cruel. Mais cruel que o próprio Jael.

    Flamengo até na Reencarnação!

    sábado, 6 de agosto de 2011

    PAPO RETO

    Essa Joça Dormia O Dia Todo E Apitava A Noite

    Salve Nação! Há poucas horas de mais uma exibição de nosso Colosso Alado, resolvi que não seria justo deixar-vos sem vossa leitura diária flamenga que abre os olhos e derruba as escamas. Joguinho de hoje é teoricamente fácil, adversário é modesto, não tem torcida, jogamos em casa... E exatamente por isso é bom tomar cuidado. Mesmo sabendo que os últimos anos foram de veraz amadurecimento rubro-negro, sempre andamos capciosos quando as águas se apresentam tranquilas.
    Perder pro Coxa está fora de cogitação. Os caras conseguiram a façanha de levar coco do Vasco em final - time que não ganhava nada desde quando a moda era o Tamagotchi. Pode isso, Arnaldo?
    Os caras da cruz indefinida cujo hino está errado não lembravam mais como era comemorar. Fizeram uma passeata Copadomundiana para um título sobre o Coxa. E agora, Arnaldo?
    Coritiba não é digno de ter sua camisa ao lado da nossa. Fizeram a alegria dos carinhas que guardavam seus tamagotchis desde 2003 como recordação do último título. A frase “Hakuraku Dinokun” que estampava a parte superior do bichinho já nem aparecia e o então amiguinho virtual estava com barba e pedindo muletas, mas graças aos caras de São Paulo do Sul, fomos obrigados a ouvir os galegos tirando onda e arrotando que irão conquistar o mundo. Pode?
    Por isso o papo hoje é reto. Humildade de sobra, sorriso sacana na cara e após a vitória nada de siricutico nem frenesi sem noção. Estamos acostumados a vencer e cientes de que o campeonato está apenas se encaminhando para o meio. Não deixem o bichinho transmissor da alienação morder vocês. Afinal todo ano a gente ri, todo ano a gente zoa, todo ano a gente ganha e tamagotchi enferrujado aqui não rola.
    Mas aos vascaínos que frequentam o blog, digo que existe um consolo. No último título de expressão do Botafogo,  a galera bebia Seven-Up e a banda da moda eram os Mamonas Assassinas. Tenso!

    Tá vendo? Tem como ficar pior.
    Flamengo até na Reencarnação!

    sexta-feira, 5 de agosto de 2011

    NA GLÓRIA DO DIA QUE AMANHECE

    Muito De Flamengo Num Só Dia
    “Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
    Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
    E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

    Salve Nação majestosamente plebéia! É com esse poema da escritora temporã Cora Coralina que inicio mais essa aula flamenga onde humildade e arrogância se entrelaçam para juntas formarem do “uma vez” até “eu sou”, todos os versos que embelezam nosso hino.

    O povo multicolorido de sotaques engraçados, complicados, por vezes mal interpretados vive uma lua de mel com os soldados que magnificamente honram a armadura que os revestem e trazem consigo após cada batalha o cheiro da vitória, o mais repetitivo aroma, mas que jamais nos cansaremos de apreciar.

    O flamenguista é vitorioso de véspera, mas só comemora quando o árbitro anuncia o fim da partida. Flamenguista é pé descalço. Flamenguista é pé no chão. O Flamengo é o colo que acolhe, o braço que envolve a palavra que conforta, a alegria que contagia, a lágrima que corre, o olhar que acaricia, o desejo que sacia e o amor que promove, como fora dito nos versos da eterna escritora que brinda nosso post.

    Somos povo dotado de espírito nobre caprichosamente preso a uma carcaça, na maioria das vezes, pobre. Ouvimos aos montes história de time A, time B, time V, mas o que poucos sabem é que o Flamengo, ao contrário do que pensam esses indoutos pela própria natureza, é processo evolutivo. Não voltamos as próprio vômito como tantos de “histórias lindas”. Nosso Rubro-negro é nascido de um renegado, irritado com a burguesia que outrora falsamente lhe afagava. Borghetti queria mais. Borghetti queria tudo. Borghetti queria o mundo. Borghetti queria o Fla.

    Alberto Borghetti foi o primeiro a encabeçar a lista dos renegados desse Brasil de encantos mil que em pouco tempo acharia no time de cores fortes e escuras o que dava sentido as vossas vidas. Livre de um passado onde os excluídos eram rejeitados, o Flamengo correra em direção a luz. E que paradoxo. A luz vinha de onde a burguesia tinha por trevas. A luz veio do gueto, veio das gentes, varais de roupa hasteavam nosso manto como mais um território conquistado e os gritos vazios de dentes e lotados de contos, cordéis daquela gente, nos fazia ecoar pelo mundo. Heróico brado retumbante. Nosso grito chegara e conquistara o Japão.

    Evoluindo sempre e mantendo a máxima do processo evolutivo, nosso clube de regatas fazia o caminho inverso dos grandes conquistadores. Do mundo pra casa, conquistamos o país.

    O Flamengo não se pode entender e um coração flamengo jamais se mensurar. Nem curto, nem longo, mas intenso, verdadeiro e puro enquanto durar. Nosso sentimento flamengo é eterno e embora não tenhamos ninguém que volte e nos comprove, alguém duvida que esse amor transcende as barreiras do campo da vida?

    Ser Flamengo é ser aluno e também o professor. Aprendemos e ensinamos ao nosso amor maior. Se falta garra, lá estamos. Se falta fé, lá estamos. Se a coisa vai bem, gozamos juntos e se vai mal, sofremos juntos. Não damos as costas pra equipe, pois o rubro-negro traz inconscientemente anexado ao seu caráter uma das (senão a) mais marcantes frases de Cora Coralina. Em seu poema “DAS PEDRAS”, a anciã diz: “Entre pedras cresceu a minha poesia.Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam levantei a pedra rude dos meus versos”.

    Um verso que conta muito de Flamengo. Quem suscitou mais flores das pedras que nosso Poderoso Rubro-Negro gerador de gerações geradas em meio a espinhos?

    Cora ainda afirmava que uma história bonita não estava em ceder, dar oportunidades, ainda que tais atitudes tragam consigo seu próprio galardão, mas uma história bonita é aquela onde os ajudados e os que ganharam oportunidade tiveram apoio suficiente para contar sua própria biografia.

    De acordo com nossa moça senil “o saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes”. E coberto de certezas e explodindo em alegria afirmo que os mulambos são sábios, não para si mesmo em esdrúxula vanglória, mas são notáveis em sua humildade e exalam sabedoria.

    Porque ser Flamengo não é isso, é muito mais que isso. Ser Flamengo é algo mais e só quem é Flamengo sabe disso.


    Flamengo até na Reencarnação!

    quinta-feira, 4 de agosto de 2011

    CAFÉ COM LEITE

    Deus Abençoe a Arte Da Leitura Labial
    Salve Nação! É sensação minha ou esse campeonato embora maneiro está sem nenhuma emoção para nós invictos? Repararam que estamos mudando o foco pra encontrar um pseudo-motivo de ainda acompanhar as partidas desse brasileiro? O natural é a torcida se posicionar de fronte a TV ou ao gramado e torcer por uma vitória, mas devido a total superioridade de nossa equipe indomável, nosso passatempo futebolístico foi desmembrado. Torcemos por gol de zagueiro, gol de letra, drible do Júnior César, caneta do Jael... A vitória é algo judicioso e nesse campeonato nosso dado está visivelmente viciado.
    Nossa torcida, acostumada com duelos épicos e aquele sofrimento gostoso que precede as grandes vitórias, corre afoita e vidra seus olhos em partidas esquisitas com a única finalidade de zoar os rivais, que foi o que restou para fazermos graças ao supremo poder de nosso Bonde Sem Freio.
    Vi o Botinha levar um suador diante do Figueira que, sinceramente, deu pena. Nosso co-irmão alvinegro não é mais aquele e tem injustamente condenado seus torcedores a se juntarem a velha guarda nos banquinhos da praça e jogarem dominós e damas alimentando pombos até o sino genérico da Igreja de São Benedito badalar às 6 da tarde.
    Figueirense parecia o Barcelona enfrentando o reservas do Bangu. Pressão total, expulsa jogador, toca de lado, bagunça o caneco e ainda sai fazendo dancinha. Lastimável!
    E por falar em Barcelona. É sério que esse Santos vai tentar enfrentar os caras final do ano? Porqut á feio e eles só jogaram contra a gente, mas isso se explica. O Flamengo realmente tem o poder de animar qualquer defunto. Não é culpa de nossa zaga, nem mérito do ataque deles, mas fato natural que acontece ao montes quando times de menor expressão enfrentam grandes e colossais equipes como Flamengo, Barcelona, Brasil de 70...
    A tendência é que tais fúteis jogadores ponham em jogo o próprio frinfa em tal partida, afinal é o jogo da vida e aparecer num jornal ao lado de uma camisa do Mengão é raro como ganhar viagem pra Lua. Chance única que faz valer a máxima, afirmativa veemente que prega a certeza da "mula só deitar uma vez à sua porta".
    Neymar, visivelmente sem tesão diante do timeco que colocou um disjuntor de 20 pra segurar 850 lâmpadas por 150 minutos, não estava afim de dar sangue. Ninguém dá sangue contra eles. Um time que não sabe ao certo a cruz que usa, não merece nenhuma preocupação. É melhor guardar energia para um jogo de expressão.
    Foi o que achei ter feito, o Cruzeiro. Mas me enganei. O time azul de Minas Gerais foi o 3º Botafogo que enfrentamos nesse campeonato, o que reforça minha tese de que todo estado brasileiro possui um Botafogo cover. Joel montou um time com 9 zagueiros e um argentino que procurava o Mussum da caravela o jogo todo. Júnior César até devolveu a caneta, mas pro cara errado e o timeco de BHcity pouco pode fazer, vendo Léo Moura (indo ao fundo), Thiago Neves voando, R10 brincando com a bola e Deivid marcando melhor que o Wellingon. Isso mesmo, a zaga ontem parecia Angelim, David Braz e Deivid. Camarada marcou, deu passe, correu, cercou e foi premiado com a flechada que sentenciou a partida. Deivid é craque e fez mais gol que muito atacante fodão nesse campeonato. É o 3º na artilharia, ficando atrás apenas do Dentuço Mágico e Borges.
    Deivid tem adotado uma postura interessante. Fala pouco, se faz merda, fica quieto e responde com gols salvadores. Não precisa de mais nada. Porque enquanto ele estiver assim, vamos seguindo invictos, baforando a carcunda do Corinthians, zoando geral e rindo de uns e outros que acreditam brigar pelo título.
    A propósito, se o Motillo tivesse com sua caneta que fora furtada em São Januário num lendário 3 a 0, vulgo estupro at home, a partida poderia ter sido interessante. Porque goleiro indo pra área, aos 48 do segundo tempo em partida de meio de campeonato é sintoma de time decadente. E pra evitar isso, estudaremos a hipótese de ao menos um jogo sim, um jogo não, entrar com a equipe sub-15. Quem concorda?

    Flamengo até na Reencarnação!

    quarta-feira, 3 de agosto de 2011

    COISA DE BUCHA

    Isso Não É Vergonha. É Dignidade
    Salve Nação cujos ídolos são homens de honra! Geral que me segue no twitter , me tem no facebook ou simplesmente frequenta esse blog, sabe que se existe algo contra a minha natureza é intolerância, seja ela de que natureza for. Sou um cidadão que por vezes abdico de minha supremacia rubro-negra só para apartar desavenças e/ou fazer um sem mundial um pouco feliz. Por isso não suporto quando pessoas cujo status permite ter uma influência maior não usam de forma adequada.
    Como majestosos plebeus, entramos e saímos desse reino futebolístico andando em meio a disparates infundados, calúnias infidáveis, mas sempre trazendo inerente a nossa personalidade o dever de sermos pacificadores e elo entre pobres e ricos, pretos e brancos, judeus e muçulmanos e restauradores da pangeia.
    Tais atributos únicos fazem do flamenguista, o mais querido e odiado da via láctea, característica dos grandes mártires da humanidade. Zico, nosso maior ídolo, usou sua influência mundialmente magnífica para inserir utilidades e inovar o futebol japonês, assim como quando convidado pelo então jogador do Vasco, Roberto Dinamite, para sua partida de despedida e não ousou recusar, antes retornou aos princípios do time que lhe acolhera e fez-se humilde vestindo sem preconceito um pano sem glórias. Bem diferente daquele que o consagrara.
    Junior, em partida amistosa também vestira a camisa cruzmaltina (ou pátea) sem maiores problemas, afinal é a atitude que a parte maior – a que realmente importa – de sua torcida teria. O Flamengo é formado pelos chinelos da periferia e gerido pelas perucas da burguesia. O Flamengo é o time que enxuga as lágrimas da vala e compunge o coração capitalista da alta escala. Aqui não cabem preconceitos idiotas. Preconceito e Flamengo jamais poderão ser conjugados na mesma frase.
    E o motivo de estar falando sobre essa tolerância e prova de humanidade demonstrada por Zico e Junior, homens campeões do mundo e de história é para ter aio pra sovar o comentarista de Série B, Edmundo.
    Cara não faz nem cócegas nos grandes nomes do futebol nacional, nunca gritou “é campeão” para o mundo ouvir, encerrou a carreira tendo rebaixado seu maior amor para a Série B num dos maiores fiascos do esporte nacional e quando tem a chance de se redimir e mostrar-se homem ao menos uma vez, faz um jogo com a camisa do Mengão pelo futebol de sete e depois se arrepende? VTNC!
    Vestir a camisa de um rival não é motivo para pedir desculpas ou se arrepender. Isso é questão de honra, é mostrar que seu raciocínio lógico e sua humanidade vão além do que seus súditos imaginaram. É a oportunidade de pregar uma tolerância que anda em falta nesses tempos onde levar seu filho ao estádio é tarefa arriscada.
    Edmundo poderia ter perpetuado seu nome para que em anos não seja lembrado apenas como um qualquer. Mais um jogador de uma equipe vencedora – com o adendo de que muitos quaiquer ao menos venceram.
    É com verdadeira vergonha que peço aos rubro-negros que ignorem a atitude desse ser repugnante rebaixado à Série B e continuem comprando camisas da Argentina, Espanha, Portugal, afinal acima da camisa de que vocês vestem, estão a vossa índole e aquilo que seus pais sob muito suor vos ensinaram.
    Não respondam aos insultos de alguns que insistem em caçoar de vossa posição social, pois depois da atitude desse cara, é natural que o preconceito e as atitudes intolerantes se propaguem como os cupins que furaram aquela nau e os devolveram para um buraco de onde, infelizmente, nunca deveriam ter saído.
    Edmundo. Mandou muito mal hein!

    Flamengo até na Reencarnação!

    terça-feira, 2 de agosto de 2011

    COMO FAZER DO SEU GAROTO O MAIS BELO RUBRO-NEGRO

    
    Garantir O Sorriso De Uma Criança Não Tem Preço
    
    Salve Nação Invicta! Nessa terça esquisita sem notícias interessantes, achei-me no dever de transmitir a toda a rapeize campeã do mundo um informe de suma importância. Consciente de que se aproximam festividades, boates abrem de segunda a segunda e que mulher fácil tem em mais quantidade que botafoguense carente, acredito estar salvando vidas informando o que passarei a seguir.
    Sabendo que afoitos não raciocinamos e que as chances de que em nove meses mais um ser seja agraciado com a vida fora do útero é proporcionalmente inversa às chances do Botafogo faturar o Brasileiro nos próximos 15 anos, ensino-vos como diminuir o prejuízo e fazer de seu filho planejado (ou não) o mais belo rubro-negro em 10 passos.
    1º passo: Assim que nascer, vista-o com um macacãozinho do Mengão. Dessa forma atrairá sobre o jovem garoto todas as bênçãos divinas e se adiantará ao tio tricolor desgraçado cheio do dinheiro que toda criança possui.
    2º passo: Quando este estiver em idade entre 6 meses e 1 ano, assuste-o à noite dizendo que o Vasco irá pegá-lo, o Botafogo comerá seu cérebro e que o bichinho fofo do Flu arranca os olhos e devora-os em sua caverninha pederasta. Pode cantar também musiquinhas sombrias como: “Boi, boi, boi. Boi que cospe fogo. Morda as criancinhas do Flu, Vasco e Botafogo”.
    3º passo: Quando ele começar a repetir palavras, diga tudo começando e terminando com Flamengo. Ex.: A frase “Pegue minha blusa” ficará “Flamengo, pegue minha blusa Flamengo”. A psicologia chama isso de lavagem cerebral benéfica.
    4º passo: Sempre que ele cair, tropeçar e se esfolar todo, diga que foi o demônio Dinamite que o derrubou, avise que irá falar com o chefe do inferno, vulgo Túlio Maravilha, que usa camisa tricolor. Seu filho está na metade do caminho.
    5º passo: Uma vez no colégio, serão comuns os bombardeios de seus coleguinhas esquisitos, por isso puna-o sempre que ele chegar de papinho esquisito e pronunciando nomes feios em casa flamenga. A primeira punição é deixar chegar o domingo, fazer aquele rangão lotado de carne bem quentinha, suquinho natural, família reunida e apenas o prato do dito cujo vazio. Quando ele perguntar, feche a cara, ignore-o e diga: “Pense no que você fez que possa ter gerado todo esse mal estar...”
    6º passo: Uma vez arrependido, presenteie-o levando à Fla-shop mais próxima e condecorando-o com artigos rubro-negros, porém sempre relembrando de como a fome de domingo é negra. As chances de reincidência serão mínimas.
    7º passo: Leve o agora adolescente para visitar a sala de troféus dos quatro grandes do Rio. Será um golpe fatal nas outras três possibilidades quando ele vir pingüins e garrafas de Coca-Cola vazias em exposição na casa do Fluminense.
    8º passo: A essa altura ele já é um amante do futebol e presenciou vários títulos rubro-negros. Faça de sua ida ao estádio uma doce rotina e libere a grana para que na próxima partida ele leve sua gatinha – nunca se esquecendo do dinheiro do motel. Não vai querer dar o vacilo de perder seu filho à essa altura, né?
    Penúltimo passo: O jovem garoto está entrando para a universidade. Incentive-o com leituras flamengas. Livros de sociologia automaticamente o levarão a aguçar ainda mais seu amor pelo Rubro-negro carioca. Mostre Muhlenberg, José Lins do Rego, Anselmo Góis, Léo Batista, Éric Faria, Mário Filho, Zózimo Barroso do Amaral, Gabriel O Pensador, tantos outros brilhantes rubro-negros que conhecer e a crônica do EE sobre o lendário Santos x Flamengo ocorrido no então longínquo 2011, dando continuamente a falsa idéia de que Angelim preferiu jogar um futebol limpo a bater no pobre garoto de penteado esquisito.
    10º e último passo: Compre o jovem garoto - já rubro-negro até a tampa - e contaminado pelo mundo capitalista. Avise-o que a condição para receber uma futura herança será três filhos rubro-negros cantando juntamente a ele os dois hinos do Mengão, tendo ao fim a escalação de trás pra frente dos envolvidos no título mundial de 81, carioca de 2001 e brasileiro de 2009. Você numa tacada só, sentenciou várias gerações a ter o prazer de torcer pelo time mais bonito e vencedor do Brasil.
    Mas caso você não tenha tanto contato com o garoto, uma vez que a vaca da mãe do menino foi embora e o levou, nos raros encontros mostre vídeos e assista ao seu lado jogos do Mengão no estádio. Acredite, ele não vai ter outra opção.

    Flamengo até na Reencarnação!